quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Atrizes que amo

As minhas estrelas favoritas



Lana Turner


Lana, como Richard Dyer referiu, conciliou o normal com o extraordinário. Ela é glamorosa, mas não é estilo deusa como Garbo. Ela é sofisticada mas é, simultaneamente, a rapariga bonita da cidade, sem uma beleza exótica. Ela é a "sweater girl", nome tão físico e tão pouco glamoroso. Um sweater não é, como Dyer notou, elegante.





Glamour



Beleza convencional e não exótica



Sexy




Sofisticada




Cabelo comprido? Nahh





Que beleza!




Ar ensonado, típico nas fotos de Lana



Cabelo curto, muito melhor





Rita Hayworth

Uma das mulheres mais bonitas do cinema, Rita Hayworth fez de "girl next door", de "femme fatale" e de deusa. Conhecida por "A deusa do amor", Rita conseguia representar qualquer papel. O seu estilo glamoroso e quase divino não lhe impedia de fazer de moça doce e normal como em "Cover Girl". Apesar de tudo, foi "Gilda" e, recentemente, "The Lady from Shanghai", que associariam Rita essencialmente ao papel de femme fatale.


Palavras, há?



Elegante




Magnética



Sexy




Glamorosa



Bonita, mas sem o cabelo comprido e ruivo não é a mesma coisa


Kim Novak

Claro que a beleza de Kim não é convencional e as opiniões sobre a sua beleza divergem. Bom, eu acho-a bonita. Nem sempre está, mas quando está, está muito. "Vertigo", "Picnic", "Pal Joey" ou "Bell, book and candle" mostram a sua beleza limada por Hollywood, é certo, mas ainda assim impressionante. As fotografias não a favorecem muito, mas os filmes fazem justiça. Como atriz, Kim não é excelente e por pouco que não é canastrona (chega a ser, certas vezes). Apaixonei-me por ela com "Vertigo". O seu ar misterioso ao estilo Garbo e a sua carnalidade fazem dela uma estrela interessante de ser admirada.


Parece um homem, sobrancelhas horríveis



Bonita



Estilo Garbo



Lilás, a sua cor oficial



Pouca fotogenia




Beleza fria


Myrna Loy

O seu estilo exótico levou-a a fazer de vamp em filmes mudos, mas seria o papel de "esposa perfeita" que lhe ficaria mais associado. Uma beleza não convencional, um ar coquete e uma delicadeza que a tornaram uma lenda do cinema. Assim como Gable foi eleito o rei de Hollywood, Myrna foi escolhida como rainha. 



Expressão sofisticada e atrevida tão característica de Myrna



Princesa



Feliz



Beleza pacífica como Bergman



Exótica



Esposa Perfeita




Atraente




Sensual



Marilyn Monroe

A atriz que mistura com harmonia a infantilidade, vulnerabilidade com a sensualidade. Marilyn é a atriz mais famosa do mundo e, acreditem, com bastante talento, principalmente para a comédia. Marilyn daria o seu melhor em "Gentlemen prefer Blondes", "The Seven Year Itch" e "Some Like It Hot". Fazer de burra não é fácil porque é demasiado irreal, mas Marilyn consegue ser convincente, fazendo esse papel.


O sol dá-lhe luz mas ela também tem luz própria




Beleza objetiva, ninguém pode dizer que aqui está feia





Charme




Demasiado artificial



Judy Garland

Dotada de voz fantástica e de tom muito próprio, Judy Garland fez musicais, o que nem sempre lhe permitiu exprimir grande talento dramático. Mesmo assim, o seu talento como atriz deixa-se revelar nesses filmes. Em "A Star is Born", Judy conciliou o jeito para cantar e para representar.


Sofisticada, o que não é uma característica muito presente na sua aparência de estrela




Os olhos mais expressivos do cinema




Não gosto muito das fotos de Judy a tentar ser glamorosa. Ela tem outras qualidades mais importantes que o glamour e estas fotos de sofisticação saem forçadas.




Adorável



Ingrid Bergman

Beleza natural! Ingrid, a mulher com esse rosto de serenidade absoluta.



Sorriso maravilhoso



Natural, bela sem jeito de estrela



Serena e elegante



Estará a pensar?




Cabelo comprido nela é que não




Bela




Tão bonita e friamente sensual



Joan Crawford

Glamorosa é uma característica que eu não consigo encaixar completamente no perfil de Joan Crawford. Há quem a defina assim. Ela era vendida como estrela glamorosa. Contudo, o seu rosto duro, agressivo não são dotados de glamour. Além disso, os seus papéis de mulher empenhada, sofrida, esforçada que consegue subir na vida virtuosamente nada têm de glamour. Joan Crawford é o sonho americano. Com uma infância difícil, Joan lutou e venceu. Tornou-se estrela. A sua cara tornou-se, com os anos, demasiado grotesca. Ela não é feia. Mas a maquilhagem excessiva nos lábios e as sobrancelhas grossas não a tornam glamorosa. Gosto dela por outras qualidades, pela sua intensidade a representar, pelo seu magnetismo e charme. Joan não escondia a sua vida dura, a sua ausência de conhecimento sobre o saber estar. Ela revelou, em entrevista, como tinha de procurar o significado das palavras que estavam nos seus guiões por não ter tido uma formação escolar que a preparasse o suficiente. Ela é a prova de que, com esforço, os sonhos tornam-se realidade.



Talvez o rosto mais inconfundível do cinema



Que semblante poderoso




Completamente glamorosa nesta foto, isso é verdade





Face agressiva e poderosa que parece mostrar a luta e esforço que tanto caracteriza Crawford




Bela



Bette Davis

A atriz do cinema. A estrela. A rival de Joan Crawford era a maior atriz (e uma das melhores) de Hollywood. Bette Davis diz coisas agressivas e politicamente incorretas. Acredito que nem sempre diga a verdade e que tem um feitio muito complicado. Mas perdoa-se porque ela é tão própria, natural e, por isso, irresistível. Atenção! Bette Davis não é uma megera. Eu acho que ela tem bons princípios e bom fundo. O problema é o mau feitio. O que tem de mau feitio tem igualmente de talento.



Bette Davis nunca foi considerada bonita. Mas há fotos, como esta de cima, e filmes em que não a acho feia. Não é uma beleza convencional, mas não deixa de ser bela.




Com aparência terna. Bette Davis não costuma ter este rosto



Em "Jezabel" (foto acima), Bette Davis está bem bonita. Nunca a vi tão bela



O olhar pedante e poderoso de Bette. Muita personalidade



Olivia de Havilland

Se uma princesa da era clássica da Disney ganhasse vida seria como as personagens de Olivia. Ela poderia ser uma princesa Disney pelas doces donzelas que encarnou em filmes como "Captain Blood" e "The Adventures of Robin Hood". A doçura acompanhou-a também no seu filme mais lhe associado, "Gone with the Wind". Todavia, os seus melhores filmes e interpretações chegaram mais tarde, quando a moreninha semelhante à Branca de Neve já não pertencente à Warner Brothers, fez filmes na Paramount. "The Heiress" é soberbo. Atenção! O charme puro de Olivia está meio abalado pela sua vida pessoal em relação à sua irmã Joan Fontaine. É comum apontarem para Olivia como a mais má de entre as irmãs. Talvez seja verdade, mas não creio que Olivia seja de maus princípios. A única pessoa de Hollywood, que eu saiba, que lhe aponta o dedo é a sua irmã. Olivia tem várias facetas consoante a gente que a rodeia, assim como todos nós. Para a sua irmã podia não ser muito meiga (nem Joan para com ela), mas Errol Flyn, Bette Davis, Vivien Leigh deram-se bem com a Maid Marian. Eu gosto da Livvie. Tão senhora, tão formal mas com a sua faceta romântica e virginal sempre presente.



Princesa Olivia de Havilland




Donzela





Os fatos de época ficam-lhe bem




Mesmo num papel em que faz de feia, é princesinha



Menções honrosas

Ginger Rogers

A parceira de Fred Astaire mas que conseguiu provar ser uma atriz dramática, recebendo um óscar pelo seu desempenho em "Kitty Foyle", num ano em que a competição para melhor atriz era muito renhida, com Joan Fontaine e Bette Davis como candidatas por "Rebecca" e "The Letter" respectivamente. Ginger Rogers não é uma beleza estonteante e não tem um andar muito elegante, mas a sua expressividade é maravilhosa.


Sofisticada




Covas da Ginger




Um pouco séria




Linda e sem muito glamour



Jane Russell

No meio de estrelas tão populares e atrizes conceituadas, a presença de Jane Russell está um pouco deslocada. Mas eu gosto de Jane. Ela foi uma estrela importantíssima no início dos anos 50 e um sex symbol inegável, com as suas curvas e olhar sensual. Ela não é, para mim, uma beleza, parecendo, por vezes, um travesti. Além da sensualidade, consigo ver nela uma boa atriz de comédia, com jeito para o sarcasmo e a ironia. Em "Gentlemen prefer Blondes", Jane chega a roubar, por vezes, a cena a Marilyn e isso não é nada fácil. Os seus seios foram tão admirados que no Alaska existem dois montes com o nome de "Jane Russell Peaks" em sua homenagem. O filme citado pode deixar claro que os homens preferem as loiras quando a loira é Marilyn, mas é caso para dizer que as morenas focam logo atrás.

Beleza forte, sem nada de etéreo




Em "Gentlemen prefer Blondes", Jane Russell não está muito favorecida




Os seios apreciados de Jane Russell



Esta foto (promocional?) de "The outlaw" é provocante como todas as outras. "The Outlaw" tornou-se o filme mais conhecido da história do cinema no que toca à censura




Jane Russell com a sua cara de má



Desprovida de glamour, pois tem sensualidade que compensa a falta de sofisticação





Feliz




Maravilhosa




Carinhosa




Ruiva, não desgosto



Joan Fontaine

Já gostei mais de Joan Fontaine. As declarações em estilo "vítima com humor" sobre a sua relação com a irmã Olivia desiludiram-me um pouco. Eu consigo entender Joan, pois, se ela foi assim tão ignorada pela mãe que favoreceu sempre Olivia e teve uma relação difícil com a irmã, considerada a vilã da relação, é aceitável que Joan tenha necessidade de atacar ou falar. Mas há coisas desilegantes para se falarem em programas de televisão. E não é só de Olivia, mas de outras personalidades. Fala de mais, opina demais. Ainda assim, é uma excelente atriz, deixando interpretações memoráveis em filmes como "Rebecca" e "Letter from a Unknown Woman". Infelizmente, os seus filmes mais populares mostram uma Joan sempre a fazer o típico papel de ingénua e apagada. Apesar da aparência desengonçada de Joan, ela era muito bonita. Tem semelhanças com Bergman, mas sem a luz e glamour desta.


Não muito bonita




O ar angelical e doce de Joan





A minha imagem favorita de Joan Fontaine





Joan no seu papel de vítima ingénua



katharine Hepburn

De traços fortes e de caráter igualmente agressivo, sem ser num sentido negativo, Katharine Hepburn foi umas das maiores estrelas e atrizes de Hollywood. 


Olhar forte, poderoso






Katharine num estilo mais feminino e angélico



Traços angulosos




Um pouco glamorosa mas a agressividade positiva está presente





Barbara Stanwyck

A beleza não é ortodoxa, mas a sensualidade carnal está lá nem que seja pelas maravilhosas pernas. O talento? Muito. A versatilidade? Imensa. Talvez Bette Davis ou Joan Crawford fossem muito versáteis, mas não puderam demonstrar essa versatilidade como Barbara Stanwyck. Esta atriz fazia tudo bem. O seu ponto fraco era a falta de suavidade. Mesmo assim, em "Doube Indemnity", o seu filme mais conhecido, Barbara faz um papel contido, soft em momentos que exigem essa qualidade e sai-se excelentemente bem. Barbara foi uma das atrizes mais talentosas de Hollywood e infelizmente não se tornou tão popular atualmente como Bette Davis, além de nunca ter ganhado um óscar. Barbara é uma atriz de talento imenso, sensualidade imensa que merecia estar no patamar de fama de Hepburn ou Davis.



A sua força, semelhante a Joan Crawford, deixa-se refletir na sua postura




Glamour e agressividade




Pernas perfeitas




Estilo "Girl Next Door"





Em "Double Indemnity", Barbara mostraria que conseguiria ser fatal, mesmo com uma peruca feia




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