quarta-feira, 29 de julho de 2015

Audrey Hepburn, elegância feminina

"Audrey Hepburn (1929-93) foi um antídoto à moda de figuras mais roliças dos anos 50. No seu primeiro filme americano, Férias em Roma (1953), recebeu o Óscar de Melhor Atriz pela sua interpretação como uma incógnita princesa que se apaixona por um jornalista. Como inocente, foi muitas vezes cortejada por homens mais velhos como Humphrey Bogart em Sabrina (1954), Gary Cooper em Love in the Afternoon (1957), e Fred Astaire em Cinderela em Paris (1957) de Stanley Donen. Foi também contratada como Natasha em Guerra e Paz (1956) ao lado do seu primeiro marido, Mel Ferrer, e dou eficaz como freira belga que questiona a fé em História de Uma Freira (1959). Cantou "Moon River" de forma comovente em Boneca de Luxo (1961), mas foi dobrada nas canções de My Fair Lady (1964), apesar de estar arrebatadora no papel. Hepburn é recordada pelo seu sentido de estilo assim como pela sua interpretação." (Bergan 2008, 289)


Audrey, a atriz que interpreta a elegância e fornece aos seus papéis elegantes ainda mais elegância provenientes da sua elegância pessoal. Bem, é bom que muitas raparigas tenham Audrey como modelo. É bonita, tem bom gosto, tem bons modos e não é, de todo, sexual. Tem nível (que puritano). No entanto, e julgo que isto pouco influência, muita gente deveria ter a personalidade de Audrey como modelo. Os seus bons valores de mãe protetora, o seu grande desempenho profissional e a sua vertente altruísta para com os mais necessitados. Audrey era tudo o que o um ser humano bom é: bondosa e trabalhadora. Além disso, a bela magra era também inteligente, conseguindo falar fluentemente 5 línguas. Um ótimo modelo.


Não sou particularmente fascinado pela Audrey, não sei bem porquê. Eu elogiei-a com sinceridade e gosto dos filmes da atriz. Mas ela não me apaixona particularmente. "Sabrina" e "Férias em Roma" são duas maravilhas da sua carreira. "Boneca de Luxo" é, para mim, mais um lixo. Aborrecido, vazio, decadente, melancólico.




Diferentemente de Garbo, Hepburn tinha um glamour que não a distanciava dos espectadores. Ela era uma beleza próxima. Não era vulgar (tem um rosto tão singular) mas a simpatia que deixava transparecer, assim como a sua vulnerabilidade e inocência faziam dela uma mulher facilmente identificável. Era como a rapariga do lado mas com algum dinheiro a mais que o resto dos vizinhos e com bom gosto, que faziam dela uma boneca, e não uma deusa, de luxo.


Olhos grandes, expressivos e amendoados e a sua magreza corporal são a marca física de Audrey.

Citação retirada do livro "Cinema" de Ronald Bergn, de 2008 (o original é de 2006) e editado em Portugal pela Civilização



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