quarta-feira, 29 de julho de 2015

Joan Crawford: de dançarina da MGM a mulher sofrida em Mildred Pierce

"Joan Crawford (1004-1977) foi a estrela principal durante mais de 30 anos. Com as suas ombreiras e boca grande alargada no "The Crawford Smear", retratava por vezes uma mulher que descarrila o que abre caminho até ao topo, sacrificando o amor e a felicidade para permanecer aí."  (Bergan 2008, 151)




Joan Crawford é, sem dúvida, das maiores estrelas de Hollywood. Não está ao nível de popularidade de divas como Katherine Hepburn ou Ingrid Bergman mas fica logo atrás. Já para não falar de que é mais populares que estas no que respeita a fofocas. A possível realização de um filme pornográfico, quando ainda não era conhecida, a rivalidade com Bette Davis e a relação tumultuosa com a sua filha adotiva, Christina Crawford, fazem de Joan uma das estrelas mais faladas do cinema.

Dotada de talento inegável, conquistou o óscar de melhor atriz por "Mildred Pierce" (1946), um noir e melodrama delicioso realizado numa altura em que a estrela estava no estúdio da sua rival, Bette Davis, deixando a MGM, estúdio que a viu crescer e tornar-se uma atriz talentosa, passando de papéis leves para o filme "The Women" (1939), de George Cukor.




Além do talento, Joan Crawford tinha um grande trunfo. O seu rosto. Claro que não era particularmente bonita, mas a sua cara era de tal forma peculiar que a distingue das outras atrizes. Olhos grandes, arregalados, energéticos, ferozes. Sobrancelhas grossas e lábios enormes e rasgados. Chega a parecer, às vezes, um rosto grotesco, agressivo. Mas a força de caráter transmitida pelos olhos compensam e seduzem.

Citação retirada do livro "Cinema" de Ronald Bergn, de 2008 (o original é de 2006) e editado em Portugal pela Civilização

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